A quinta Cúpula das Américas, que terminou no último domingo (19) em Trinidad e Tobago (América Central)
Pode não ter sido a mais objetiva e decisiva dos últimos tempos, porém foi marca pela reaproximação de chefes de Estado que representam países históricamente distanciados. No encontro das nações das três Américas ficou evidente a vontade que os líderes desejam em ficar mais perto dos então desafetos.
No epicentro das reaproximações estão os presidentes estão Hugo Chávez (Venezuela), Raúl Castro (Cuba) e Barack Obama (Estados Unidos), que mostraram uma diplomacia tímida, porém no mínimo surpreendente, uma vez que os latinos sempre tiveram rusgas públicas com os líderes norte-americanos.
Tirando a troca de desejos mútos entre Chávez e Obama, a situação mais marcante foi sobre o futuro entre EUA e Cuba, nações rompidas desde a década de 1960. Castro e Obama ensaiam uma tímida reaproximação diplomática, que começou medidas oriundas dos dois lados. O presidente cubano chegou ao poder expressando uma vontade de aliviar da Ilha o arcaísmo existente pela sua ideologia. Já o democrata começou sua gestão apresentando intenções de mudar a visão sobre os caribenhos, afrouxando aos poucos os nós do bloqueio econômico imposto pelas mentes "geniosas" do capitalismo feroz. Mas Fidel Castro, influente nas decisões políticas em Cuba, ainda é motivo de emperrações, visto sua posição radicalizada sobre os "ianques".
Mediando este ensaio de reaproximação está, entre outros, o Brasil, em especial o presidente Lula. Sobre a postura, ele ressalta que ela não é para conseguir a liderança dentro da América Latina, mas o chefe da Presidência sabe que para o País é muito importante manter este status de concilação.
Fora todo este diálogo nada mais relevante a ser destacado na Cúpula. Os países demonstraram não conseguir entrar em acordo sobre temas relevantes, como a solução para a crise econômica e diplomática entre algumas nações, que mesmo com as tentativas de retomada nas conversas ainda apresentam muitos problemas internos, em uma sinalização que os blocos integradores, tais como Aladi, OEA, Nafta, Unasul e Mercosul não surtiram efeito algum. Mas felizmente desta vez o encontro termina com alguma expectativa positiva, diferente de outras ocasiões.